The Paths of a Rikudou

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MensagemAssunto: The Paths of a Rikudou Sex Abr 25, 2014 9:20 pm

Citação :
00 - Awakening Saga

Os ventos voltavam a levantar-se e a neve nã parou de cair, dia após dia e noite após noite. O País do Ferro sempre foi assim, um local que não possui força ninja sua e quase na sua totalidade uma massiva zona gelada sem aldeias por milhas. Ali também estava frio. Não havia forma alguma de parar que o mesmo entrasse por entre as grades da traseira da carroça. E por mais que se encolhesse a um dos cantos, uma de duas coisas acontecia: Ou se chegava demasiado dos ferros gelados e tinha mais um arrepio, ou então o vento parecia intensificar-se, como se brincasse com ele e estivesse a gostar bastante.

- Está frio... - Comentou o outro prisioneiro, como se fosse algo novo e que apenas ele soubesse ou sentisse. Um dos quatro com quem partilhava aquele compartimento na viagem. - Está...

- Já ouvimos, cala-te de uma vez e poupa as energias para te aquecer! - Anunciou o outro na ponta oposta da cela móvel. Tinha as mãos pressas num emaranhado de fios, com kanjis e inscrições.

Todos eles levavam aquele selo-prisão atado nas mãos, todos menos o rapaz de 12 anos que seguia com eles, pequeno e fraco, que nem um shinobi teve oportunidade de ser. Ele não sabia controlar chakra e muito menos produzir um jutsu, por isso os carcereiros tinham decidido que ele poderia ir livre, sem ser a corda que lhe prendia um pé ao outro, impossibilitando-o de se mover.

Caiu o silêncio e de certa forma isso era bom. Depois de tantas horas de barulho, desassossego e outras mais coisas, tinham deixado Yasou de rastos. As viagens já tinham começado a fazer parte da sua rotina, assim como o frio e a cor branca e nada disso já lhe causava qualquer transtorno. Mas à medida que o tempo passava, o som nunca o parou de incomodar. Muitas vezes se tentou abstrair do mundo em redor, mas era demasiado terra-a-terra para o conseguir fazer de animo leve. Por isso agradecia interiormente e sem uma única palavra, quando a única coisa que ouvia era o som da natureza.

- Yasou-sempai? - Primeiro fingiu não ouvir. - Yasou-sempai? - Mas à segunda vez não resistiu e olhou para a criança. Caída no meio da cela, parecia não se conseguir mover nem mais um milímetro. - Consegue ver se ainda falta muito? Eu... - Tentou mover-se, mas os pés atrapalhavam tudo.

Yasou limitou-se a olhar para além da cela, para o exterior de neve e montanhas nevadas. À meses que não conseguia ver para além do normal, como anteriormente conseguiria fazer sem um único esforço. Mesmo que o selo-prisão lhe quebrasse a interacção com a sua herança, o seu olhar mantivera-se o mesmo, segundo os outros prisioneiros. Um olhar arroxeado e circular, aqueles que todos chamavam o famoso Rinnengan. Mas ele naquele momento não parecia nada famoso, nem nada lendário, já que os seus olhos viam tão simplesmente como qualquer outra pessoa veria.

- Nada. Só branco. - Respondeu. O miúdo estava cheio de frio e isso notava-se no seu grande tremor. Yasou retirou a capa de viagem a que tivera direito e lançou-lha mesmo para as mãos. Ele ainda ficou a olhar para ele, mas não disse nem mais uma palavra, vestido a larga vestimenta por cima dos seus farrapos. E Yasou voltou a calar-se, fechando os olhos. Tinha de tentar dormir pelo menos uma hora.

Não soube quando conseguiu descansar, mas foi agradável enquanto durou. Depois acordou sobressaltado, com a carroça aos tropeções, os cavalos a relinchar e os guardas samurai a gritar coisas pouco perceptíveis.

Um solavanco quase retirou Yasou do seu canto e esse mesmo ressalto levou o rapazinho a quase voar de um lado ao outro da cela.

- O que se passa? - Questionava um, num tom calmo, mas ao mesmo tempo receoso

- Não sei, só vejo sombras! - Afirmava outro, ao tentar espreitar entre as barras.

Foi nesse preciso momento que se ouviu faiscas e depois uma rajada quente e viva de fogo passou pelo lado esquerdo da cela, lá para trás. Quase todos os prisioneiros se passaram, gritaram pelas mães, pelos pais, pelos amigos. Yasou não o poderia fazer, mesmo que quisesse, nenhum deles existia naquele momento... Mas ao mesmo tempo, não deixou de ficar alerta, pois aquilo não fazia nada do que estava previsto numa escolta como aquelas. O Rikudou passara tempo demasiado com eles para não perceber aquele deslize na normalidade. Mas antes de poder voltar a olhar para fora, a cela deu um ressalto e depois um estrondo, rebolando várias vezes para o lado, no meio de gritos. Yasou engoliu um bocado de neve antes da cela parar de lado, aberta e sem fundo.

Quando colocou os pés no chão depois de rastejar para fora, o mundo ainda girava com força e tudo o que via era nuvens de branco, vermelho e amarelo. E depois gritos de morte. Viu um samurai cair morto com um golpe de espada mesmo a poucos metros dele. Depois o seu agressor apareceu atrás dele, de espada ensanguentada e capuz puxado para cima, até ao nível dos olhos.

- Vai! Foge enquanto podes. - A sua barba por fazer era massiva e apenas atravessada por pele cicatrizada de uma cicatriz larga que ia desde o lado esquerdo do lábio inferior até à bochecha do mesmo lado. Puxou-lhe pelos braços e num só toque o selo quebrou. Depois virou-lhe as costas e juntou-se aos restantes dez encapuçados que estavam a lugar o resto dos samurais.

Yasou não pensou duas vezes em começar a caminhar na direcção contrária ao do misterioso combate, pois iria aproveitar a fuga, fosse quem fosse que ali estava a importunar os seus carcereiros. Correu até tropeçar num corpo morto com uma capa de viagem. Quando a retirou, reparou no corpo que jazia por baixo, fraco e sem se mover, com os pés atados. Vestiu-se, puxou o capuz e fechou os olhos do morto. Um rapaz fraco que vivera fraco e morrera fraco.

- Descansa em paz... - E depois correu, sem olhar para trás. E sozinho, desapareceu entre a tempestade de neve.
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